Domingo,
30 de agosto de 2009, 10h13
Consórcio
parcela casamento em até 48 vezes de R$ 109
Andrea
Machad ristiane Campos
A nova
lei de consórcio cria uma alternativa para quem planeja casar
sem peso no bolso. A inclusão do item "serviços"
permite que as administradoras ofereçam cotas para custear a
cerimônia, festa, lua de mel, dia da noiva e noite de núpcias.
Com R$ 109 por mês, os pombinhos já podem começar
a programar a festa dos sonhos. A Rodobens Consórcio e a Embracon
oferecem a modalidade. As cotas são vendidas a partir de R$ 4
mil, com prazo de pagamento de até 48 meses.
A contemplação
da carta de crédito acontece por sorteio ou lance. As parcelas
e o valor da carta são corrigidos anualmente por um índice
de inflação. O sistema cobra taxa de administração,
seguro e, em alguns casos, fundo de reserva.
Segundo o diretor-executivo
da Rodobens Consórcio, Sebastião Cirelli, o modelo é
novo e pode ser usado para custear todo o casamento. "Esse é
um mercado que não permite um parcelamento mais longo, ou seja,
no máximo, até o dia da cerimônia. Por isso, as
cotas de consórcio vão ajudar. Isso permite que o casal
possa adequar o valor da cota ao orçamento mensal", explica
Cirelli.
Outra vantagem
é que os noivos podem comprar mais de uma cota para aumentar
o valor do crédito. De acordo com o gerente regional da Embracon,
Antônio Mizael Catharino, as cotas de serviços já
contam com três grupos com 144 participantes cada um. "Temos
cartas que vão de R$ 5 mil a R$ 20 mil, com prazo de 36 meses",
diz Catharino. Ele lembra que há o sorteio com lance fixo de
25%. Há ainda o lance facilitado. Se a pessoa não tiver
dinheiro para antecipar a carta, pode utilizar 25% do valor, percentual
que será abatido na entrega do dinheiro.
Noivos mais
prevenidos, que temem que um imprevisto atrapalhe a festa, têm
outra opção: contratar o "Casamento Seguro",
que, desde abril, cobre cerimônias em todo o País. Com
apenas R$ 55 por mês, é possível cobrir, por exemplo,
o cancelamento da cerimônia.
Contratos
e acordos apenas por escrito
O que era para ser uma noite de sonhos quase se transformou em pesadelo
para a analista de sistemas Samira Tavares, 23 anos. Problemas com uma
fornecedora de canecas personalizadas e com o DJ deram muita dor de
cabeça para a noiva. Para evitar que esses problemas ocorram,
o Procon de São Paulo elaborou um guia para evitar que os casais
caiam em roubadas.
A orientação,
em primeiro lugar, é pesquisar muito e comparar preços.
Acordo boca a boca está proibido. Tudo deve ser registrado em
contrato para que, caso haja algum problema, os noivos possam reclamar,
inclusive, judicialmente.
"Comprei
umas canecas pela Internet, mas a fornecedora até hoje não
as entregou. Ela até devolveu meu dinheiro, mas muitas meninas
não conseguiram e entraram na Justiça", contou Samira.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, se o combinado
não for executado, a pessoa poderá exigir o cumprimento
forçado da obrigação, aceitar outro produto equivalente
ou ainda a restituição da quantia paga.
As formas de
pagamento, os descontos e toda a descrição dos serviços
e produtos também devem estar estabelecidos nos contratos.
Criatividade
e pé no chão evita dívidas
Unir forças desde o noivado é o conselho de Gustavo Cerbasi.
Para o autor de Casais inteligentes enriquecem juntos, a organização
do casamento é um ensaio para a vida juntos. "Em vez da
soma de orçamentos individuais, o casal constrói vida
financeira única", defende. O consultor Reinaldo Domingos
reforça que é preciso ser realista e respeitar seu padrão
de vida na festa.
A dentista Taís Lima
juntou dicas da Internet e criatividade e dispensou o decorador. Usou
docinhos clássicos em vez dos fondados. Com vidros reciclados,
decorou as mesas e gastou seis vezes menos: "Tive medo de ficar
feio ou brega, mas todos gostaram".
Reinaldo recomenda aplicações
de curto prazo como poupança ou CDB, mas é preciso cortar
gastos. "Não dá para ter tudo ao mesmo tempo",
diz. Para Cerbasi, no noivado, vale cortar gastos com lazer e roupas.
"O sacrifício vale a pena com prazo e uma boa recompensa",
ensina.
Emanuelle Missura,
cerimonialista, indica itens que têm que ser garantidos: visual
da noiva, foto/filmagem, bufê e som. "Para gastar menos,
a dica é ter uma lista de convidados enxuta. Com isso, dá
para economizar em vários itens", conta.
Como preparar
o bolso
- R$ 25 mil
Em consulta a 40 noivas feita pelo jornal O DIA, esse foi o valor médio
do orçamento total da festa de casamento, incluindo desde o vestido
até a documentação civil e religiosa. Um terço
delas pretende gastar até R$ 14 mil e outro terço vai
investir mais de R$ 40 mil.
- R$ 960
Segundo Reinaldo Domingos, se o casal poupar esse valor todo mês
em aplicação com rendimento de 0,7%, alcançará
R$ 25 mil em dois anos. Em um ano, o valor seria atingido com parcelas
de R$ 2.005. O conselho é juntar o dinheiro para evitar dívidas.
Mais dicas
- Processo civil
Casar no papel custa caro. É preciso reconhecer firma (R$ 4,77),
autenticar documentos (R$ 4,89) e pagar cerca de R$ 250 para a habilitação
matrimonial.
- Fim da cobrança
Cartórios também exigem certidão de nascimento
atualizada, que custa, pelo menos R$ 40. Mas, em breve, a exigência
cairá. A Corregedoria de Justiça vai editar um aviso suspendendo
a necessidade da atualização.
- Igreja
O casamento na Igreja Católica exige que os noivos entreguem
a certidão de batismo atualizada (é paga). Ainda é
preciso pagar taxas para a igreja e curso de noivos.
Ecad
Em festas com música, os noivos devem pagar ao Ecad (Escritório
Central de Arrecadação e Distribuição).
O cálculo varia: 15% do valor do contrato ou de acordo com metragem
do local. Há decisões na Justiça contrárias
e a favor do pagamento.
O Dia
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